O apresentador Edu Guedes, conhecido por comandar programas culinários na televisão brasileira, revelou recentemente que está enfrentando um câncer no pâncreas. A notícia chamou a atenção do público e trouxe à tona os desafios que envolvem o diagnóstico e tratamento da doença, considerada uma das mais agressivas e silenciosas.
O câncer de pâncreas representa cerca de 2% de todos os tumores malignos no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mas é responsável por aproximadamente 4% das mortes por câncer. Isso ocorre, principalmente, pela dificuldade em identificar a doença em estágios iniciais, já que os sintomas costumam surgir apenas quando o tumor está mais avançado.
Sintomas do câncer de pâncreas
Os sintomas do câncer de pâncreas são, em geral, discretos no início. Com o avanço da doença, sinais mais perceptíveis podem surgir, como:
- Dor abdominal persistente, que pode irradiar para as costas
- Perda de peso inexplicada
- Fadiga e sensação constante de fraqueza
- Icterícia (amarelamento da pele e dos olhos)
- Fezes claras e urina escura
- Náuseas e vômitos
- Perda de apetite
- Diabetes de início recente, especialmente sem histórico familiar
Por estar localizado profundamente no abdômen, o pâncreas é de difícil acesso em exames comuns. Com isso, muitos pacientes só descobrem o tumor quando ele já se espalhou para outros órgãos.
Tratamento e diagnóstico precoce
O tratamento do câncer de pâncreas varia conforme o estágio da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou terapias combinadas. Em fases mais avançadas, o foco geralmente é controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente.
Embora o prognóstico da doença ainda seja desafiador, principalmente em diagnósticos tardios, os avanços da medicina vêm oferecendo mais alternativas de tratamento e aumentando a sobrevida dos pacientes.